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A Velhice

by em 27/10/2011

Desde o início da residência no Centro de Dia da Sé que me tenho vindo, obviamente, a preocupar com as questões da velhice e do envelhecer. À parte de algumas acções de voluntariado em mais nova, nunca trabalhei com idosos, nunca como artista. Tenho vinte e seis anos, e como todas as pessoas da minha idade e mais velhas até, a velhice é algo em que não penso, é um estágio distante, neste momento impossível e como tal inexistente. Não apenas não pensamos no que será o nosso processo de envelhecimento como acredito que o evitamos, é quase uma recusa do reconhecimento da pessoa idosa em que, mais tarde ou mais cedo, todos nos iremos tornar.

A sociedade olha para a terceira idade como uma espécie de segredo vergonhoso que não deve ser mencionado, é uma espécie de verdade incontornável pela qual todos teremos que passar, que talvez por tão assustadora, seja evitada. Proust diz que: todos os homens são mortais e que reflectem sobre este facto, muitos destes tornam-se velhos, mas quase nenhum é capaz de prever este estado antes que realmente aconteça. Nada deve ser mais esperado do que a velhice e no entanto nada é mais inesperado.

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